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Como calcular a distância correta para assistir TV

Distância correta para assistir. Antes de escolher o tamanho do TV, deve-se ficar atento à distância que você e sua família ficarão sentados para assistir às imagens e não correr o risco de transformar o prazer de uma sessão em uma desagradável dor de cabeça. Estamos falando de uma certa fadiga visual, que pode ocorrer após horas de visualização, e imperfeições visivelmente perceptíveis quando se está com a “cara na tela”.

A busca pelo tamanho da tela ideal para a sua sala deve levar em conta alguns aspectos fundamentais que podem determinar até o valor a ser investido naquele tão sonhado TV. O primeiro deles é a resolução. Se você procura um aparelho para exibir imagens na varanda ou em uma área de lazer, cuja distância dos telespectadores para a tela ultrapassa os 4m, um modelo de até 51″ com resolução HD Ready (1366x768p) torna-se uma opção viável (e mais barata) neste caso.

Mas se a ideia é investir em um novo modelo para uma sala, onde fatalmente alguns telespectadores poderão ficar próximos à tela, a adoção de um TV Full-HD (1920 x 1080p) passa a ser primordial, principalmente se a escolha for para tamanhos acima de 40″. Mesmo assim, para evitar exageros e obter o máximo aproveitamento da imagem, as dimensões da tela precisam ser definidas de acordo com a distância entre o sofá e a parede ou o móvel que vai abrigar o TV.

RECOMENDAÇÕES

É bom lembrar: não existem fórmulas matemáticas ou uma norma rígida para se chegar a um cálculo preciso em todas as situações. O que há são recomendações de órgãos reconhecidos, como a THX e a SMPTE (Society of Motion Picture and Television Engineers), que reúne especialistas da indústria de televisão nos EUA, seguidas entre os especialistas da área.Antes de entrarmos nos cálculos praticados por essas entidades, alertamos que o resultado pode parecer um pouco “absurdo”, por sugerir aos telespectadores se manterem muito próximos à tela.

Para ambas, o mais importante é preservar o maior ângulo de visão frontal, a fim de criar uma experiência de visualização mais imersiva. Enquanto a SMPTE sugere um ângulo de 30º, a THX é mais flexível ao recomendar um mínimo de 26º e um máximo de 40. Por conta disso, muitos especialistas não indicam TVs menores que 40″ para uma sala de home theater, por ser quase impossível, na maioria dos casos, ter uma boa sensação de envolvimento na imagem.Para determinar a distância mínima, a SMPTE recomenda multiplicar a diagonal da tela por 1,63 ou a largura por 1,9. O resultado em polegadas deverá então ser convertido para nosso sistema métrico (vezes 2,54). No caso de uma tela de 50″ essa distância seria em torno de 207cm. Já a THX determina dividir o tamanho da tela na diagonal por 0,84, onde o resultado, após convertido para centímetros, é distância mínima da tela. Com isso, segundo a THX, a mesma tela de 50″ pode ser vista a partir de 151cm de distância.

RESOLUÇÃO vs. DISTÂNCIA

Tão relevante quanto a distância mínima são os hábitos dos usuários. Para pessoas mais sensíveis em relação à exposição ao brilho, a visão provavelmente ficará ligeiramente cansada após seguir essas distâncias mínimas. Todas essas recomendações levam em conta conteúdos exibidos em alta definição, onde não é possível para o espectador visualizar com exatidão falhas nos contornos, artefatos, excesso de ruídos e tão pouco a estrutura de pixels de um painel.Além disso, grande parte dos conteúdos oferecidos pelas emissoras e também na internet, por streaming nas Smart TVs, ainda é de resolução menor que 480 linhas. E mesmo que esses vídeos apresentem uma melhor nitidez, decorrente de filtros de ruídos digitais no processamento upconversion de TVs e players, a definição inferior do sinal nativo ainda evidenciará a baixa qualidade da imagem ao se assistir em uma posição muito próxima à tela.

REGRAS PRÁTICAS

Foi também com essa preocupação que nossa equipe resolveu adotar algumas regras de ouro, embora sem embasamento científico, para um posicionamento mais confortável diante de TVs e uma exibição mais natural das imagens.

Após testes práticos no dia-a-dia durante sucessivas avaliações, decidimos multiplicar a largura da tela (apenas a área visível da imagem) por 3, no caso de conteúdos HD ou Full-HD, e por 3,5 para programas em baixa definição.Mas como determinar a largura de uma tela, sem a moldura? Neste caso, basta multiplicar o tamanho do TV que você procura (polegadas na diagonal) por 0,87, em seguida, converter o resultado para nosso sistema métrico. Esses cálculos mostrarão, por exemplo, que um TV de 50″ apresenta 110cm de largura.

SALAS PEQUENAS?

TVs Full-HD de 40″ a 43″ são os mais recomendados para salas entre 10m2 e 15m2, por oferecer bom envolvimento, mesmo com as tarjas escuras da maioria dos filmes em Blu-ray formatados acima de 2.35:1. Se a família for grande, algumas pessoas terão de se sentar nas laterais para ver a tela. Neste caso, o TV deverá oferecer um ângulo de visão mais abrangente quando olhado lateralmente. Via de regra, os displays de plasma apresentam ângulo de visão maior (em torno de 178º) em relação aos LED-LCD (160º), mas na prática pode variar em cada modelo. A sugestão: antes de investir, avalie se as características da imagem, como brilho e cor, são alteradas demasiadamente quando você se posiciona lateralmente à tela.A instalação do TV merece mais atenção em salas pequenas. Uma dica para ganhar um espaço valioso é acomodar o aparelho na parede. Há suportes do tipo ultrafino capazes de manter o gabinete a menos de 2cm da parede, porém, requerem uma mão de obra extra na parte de alvenaria, para a passagem dos cabos em dutos na parede – longe da fiação elétrica. Procure os serviços de um profissional especializado.Ao instalar o TV na parede, certifique-se quanto à altura da tela. Segundo a THX, os espectadores não devem olhar para cima mais do que 15º, para não causar desconforto no pescoço. Considere ainda a ideia de uma calibragem avançada feito por um especialista no assunto. Com isso, pode-se controlar melhor a emissão de brilho do display em ambientes iluminados e escuros, sem prejudicar a qualidade da imagem, evitando fadiga visual após horas de visualização.

IMAGENS EM 3D

Com a chegada dos TVs 3D, muitas pessoas poderão rever seus hábitos quanto a uma maior distância de visualização da tela se quiser ter uma sensação maior de imersão. Ao se afastar demasiadamente da tela, perde-se o desejado impacto dos efeitos 3D que se tem, por exemplo, em salas de cinema.Embora alguns fabricantes já ofereçam modelos 3D de 32″, em uma tela 70cm de largura fica realmente difícil para os telespectadores terem a ilusão de que o ponto mais próximo de uma imagem 3D pareça estar muito mais perto de si do que a tela. Da mesma forma, o ponto mais distante de uma imagem em 3D pareça estar mais longe do que o TV. Em um display menor, isso só acontecerá se o espectador estiver com o rosto diante da tela, tal como ocorre com monitor de PC ou notebook.A recomendação para uma distância moderada se faz necessária para que os efeitos 3D sejam mais agressivos. Essa disparidade fundamental entre os pontos de convergência e de focalização dos olhos está diretamente relacionada com a separação das imagens para os olhos esquerdo e direito, ou paralaxe da imagem. E como já vimos anteriormente em matérias sobre 3D, é o valor da paralaxe na imagem determina a agressividade dos efeitos 3D.O espectador deve então fazer experiências até encontrar uma “zona de conforto”, onde a visualização das imagens 3D se torne mais agradável e envolvente. Ao se manter nessa posição privilegiada, o cérebro pode fundir adequadamente as imagens destinadas ao olho esquerdo e direito. Com isso, evita-se que imagens 3D se apresentem borradas, podendo causar mal estar em algumas pessoas.Outra característica importante refere-se ao ângulo de visão em 3D, que se revela mais restrito em relação ao 2D. Ao sentar-se lateralmente à tela de alguns modelos, perde-se um pouco do impacto dos efeitos e o crosstalk (fantasma ou sobreposição de imagem) torna-se mais evidente.

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